25 de julho de 2025 · 1 min de leitura

Sexta-feira. Cinco da manhã. Salmos 143.

Chego ao Salmo 143. Mais um atribuído a Davi.
Mais um escrito em meio à aflição. Mais um clamor por ajuda.

Há muito o que aprender aqui. Mas uma frase se destaca.

“E não entres em juízo com o teu servo, porque à tua vista não se achará justo nenhum vivente.”

Davi reconhece: ninguém é justo diante de Deus. Nem ele.
Sua oração não é exigência. É súplica. E nela há um pedido por misericórdia.

Davi não barganha. Não se apresenta como merecedor.
Reconhece sua culpa.
Reconhece suas falhas.
Isso é humildade real.

Sempre digo — e continuo crendo: por mais que nos esforcemos, sempre dependeremos da graça e da misericórdia.
Graça é quando Deus nos dá mais do que merecemos.
Misericórdia é quando Ele nos poupa do que merecíamos receber.

Davi sabia disso. E mesmo assim, pediu.
Como? Por quê?

Porque é isso que Deus espera.
Não perfeição.
Confiança.

O Pai ama quando os filhos voltam.
E pede que voltem sempre.
Mesmo sem merecer.
Sobretudo sem merecer.

Salmo 143 de 150 capítulos
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