Chego a Isaías 11, parte do chamado “Livro de Emanuel” (capítulos 7 a 12).
O profeta fala do rebento que brota do tronco de Jessé, pai de Davi. A imagem revela humildade e renascimento: a casa real, quase destruída, voltaria a florescer. Afinal, um rebento é um broto frágil que surge de um tronco cortado. Já a palavra “raiz” indicaria de forma mais direta a continuidade da linhagem real.
Em seguida, Isaías descreve o Espírito do Senhor repousando sobre esse rei ideal, dotado de seis atributos: sabedoria, entendimento, conselho, fortaleza, conhecimento e temor do Senhor. A tradição bíblica e cristã reconhece aqui a plenitude dos dons do Espírito.
Depois, o profeta amplia sua visão: um futuro de paz perfeita. A cena é quase poética — animais antes inimigos convivendo lado a lado, sem hostilidade. É o sinal da criação restaurada, da reconciliação universal.
Para Israel, essa era a esperança de um rei justo. Para mim, que creio em Cristo, é a certeza do seu cumprimento: não um rei de armas, mas o Senhor do Espírito, da vida e da paz.