Todos nós temos convicções. O problema é quando a gente acha que as nossas convicções também deveriam ser as convicções dos outros.
E não é assim, tá?
Tem muita gente hoje em dia que acha que, se o outro não pensa e não faz exatamente da mesma forma, então está fazendo errado.
Só que nem toda divergência é uma disputa entre certo e errado. Às vezes, são pessoas igualmente sinceras chegando a convicções diferentes sobre coisas em que existe espaço para isso.
E essa mensagem fica muito clara em Romanos, capítulo 14.
Em Romanos 14, Paulo fala justamente sobre questões em que existiam convicções diferentes entre os cristãos. O que comer, o que não comer, quais dias considerar especiais.
E Paulo não transforma uma dessas convicções numa regra para todo mundo. Ele chama cada um a agir com consciência diante de Deus e, ao mesmo tempo, a respeitar a consciência do outro.
E esse tema continua atual até hoje. Isso é impressionante.
Aliás, para mim, uma das passagens mais bonitas do capítulo é: “Bem-aventurado aquele que não se condena naquilo que aprova.”
Percebe?
Cuide da coerência da tua fé. Respeite a consciência do outro. E não transforme toda convicção pessoal numa regra universal.
Convicção é aquilo que orienta a tua vida. Não aquilo que você usa para controlar a vida dos outros.
Romanos 14.
