ENSAIO AVULSO
10 de setembro de 2025 · 1 min de leitura

Quarta-feira. Sete da manhã.

Isaías 20 é curto.
Seis versículos.
Mas o peso é imenso.

Deus manda o profeta andar nu e descalço por três anos.
Não como excentricidade.
Mas como sinal vivo.
O corpo do profeta vira profecia.

A mensagem é direta.
O Egito e a Etiópia, em quem Judá confiava, seriam levados cativos.
Nus. Humilhados.
Exatamente como Isaías caminhava.

O recado espiritual é cortante.
Quem confia em potências humanas colhe vergonha.
Refúgio em alianças frágeis é miragem.

A lição atravessa os séculos.
Deus fala por sinais inesperados.
Obediência exige coragem.
Mesmo quando expõe. Mesmo quando dói.

E a oração se resume a isto:
Que eu perceba os sinais.
Que eu não confunda apoio humano com salvação.
Que eu tenha coragem.
E que Deus me sustente quando me faltar coragem.

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