25 de junho de 2025 · 1 min de leitura

Quarta-feira. Seis da manhã. Salmos 113.

Começo meu dia com o Salmo 113, que fala do Deus que está acima. Mas não distante. Ele se inclina. Vê o que ninguém vê. Se move em direção ao que foi deixado de lado.

Levanta do pó.
Ergue do lixo.
Não por pena. Por justiça.

Não se trata de rebaixamento. É lucidez.
Ver com clareza.
Humildade aqui é saber onde se pisa.
A dignidade não vem do lugar que se ocupa.
Vem da presença que se carrega.

Deus não exalta apenas quem já é grande. Transforma quem o mundo chamou de pequeno.

A força do salmo não está no espetáculo.
Está no gesto. Silencioso. Firme.
Levantar o caído. Colocá-lo entre príncipes.

Isso diz algo sobre Deus. Mas também diz sobre nós.
Ver o outro. Levantar o outro. Agir com compaixão.

Adorar esse Deus é reconhecer o que Ele é.
E aceitar o que somos diante d’Ele.

Não como quem se apaga. Mas como quem entende.

Não somos o todo.
Mas o todo nos atravessa.

E dá sentido à nossa parte.

Salmo 113 de 150 capítulos
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