ENSAIO AVULSO
9 de julho de 2025 · 1 min de leitura

Quarta-feira. Antes das Seis.

Hoje é dia de Salmo 127.
E aniversário do meu filho mais novo, Otávio.

O salmo é atribuído a Salomão, mas está no livro que carrega também a voz de seu pai, Davi.
Há uma herança nisso.

O texto é um convite à confiança.
Sem Deus, que é, nada foi.
Nada é.
Nada será.

O salmo ensina que nada acontece sem a permissão do Senhor.
Mas também mostra que há o que me cabe.
O necessário.
O que não posso negligenciar.

Fora disso, vem o excesso.
E tudo que é demais, sobra.

“Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam.”

Esse excesso, às vezes, me confunde.
Quero dar aos meus filhos o melhor de mim.
Mas tenho aprendido que o que eles mais precisam… sou eu.
Presente. Inteiro. Não exausto.

Não precisam do meu esforço exagerado.
Nem da tentativa de protegê-los do que só a vida e Deus podem ensinar.

Se eu exagero, ensino, sem querer, que fazer menos basta.
Quando o que precisam é aprender a confiar mais em Deus do que em mim.

Deus é bom.
Deu-me filhos.
Não por mérito. Por graça.
Por eles, fiz o que me cabia.
E sei que Deus, que é fiel, segue fazendo o que só Ele pode fazer.

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