23 de julho de 2025 · 1 min de leitura

Quarta-feira. Antes das seis. Salmos 141.

Chego ao Salmo 141. De Davi.
Um pedido urgente por proteção e orientação.
Não só desespero. Intimidade.

Davi ora com a certeza de que será ouvido. E isso me confronta.
Quando oro, tenho essa mesma confiança? Ou apenas espero ser aliviado?

Ele compara a oração ao incenso. Ao sacrifício da tarde.
Para ele, orar é culto. Não só súplica.
Tenho buscado a Deus com reverência? Ou só com pressa?

Quais concessões tenho tolerado?
O que me afasta de Deus sem que eu perceba?
Davi prefere a correção dos justos à aprovação dos ímpios.
E eu? A quem tento agradar?

Ele pede proteção; da ação, do sentimento, da palavra.
E, se errar, quer ser corrigido. Com justiça.

O salmo ensina vigilância. E oração contínua.
Relacionamento com Deus. Construção de intimidade.

Davi reconhece as próprias falhas.
Pede ajuda. Sabe que, sozinho, não sustenta o que deseja ser.

Chama atenção o pedido: “Põe guarda, Senhor, à minha boca.”
Tiago ensina o mesmo.

A palavra molda. Fere ou levanta. Cria ou destrói.
Fala o que o coração carrega.
Mas também forma o que o coração sente.

O que dizemos constrói realidade. A nossa. A do outro.
E o que ouvimos, se aceitamos, nos muda também.
Só que filtrar isso, sozinho, não dá. É graça.
E só se recebe graça caminhando com Deus.

Que meus olhos sigam fixos n’Ele.
Não só na bonança. Nem só na escassez.
Sempre.

Em quem, ou no que, tenho depositado minha confiança?

Salmo 141 de 150 capítulos
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