ENSAIO AVULSO
23 de maio de 2025 · 1 min de leitura

Planilhas de Excel são sintomas. Não ferramentas.

Hoje pela manhã, durante uma sessão da minha mentoria em arquitetura corporativa, a conversa foi direta:
planilha sombra não é sobre “mau uso do Excel” — é sobre falha arquitetural.

Foi o Maicon quem trouxe um exemplo cirúrgico:
um gestor financeiro que precisa rodar uma projeção que o ERP não entrega.
Resultado? Planilha.
Rápida. Flexível. Funciona.
Mas fora do sistema, fora do radar, fora da governança.

E isso não é exceção. É recorrente.

A planilha prospera onde a arquitetura falha.
Ela resolve no curto prazo, enquanto grita por evolução estrutural.

O que ela expõe?

  • A fragmentação da verdade.
  • A ausência de controle e rastreabilidade.
  • A dependência de quem fez — e não de quem precisa.
  • O retrabalho e a repetição improdutiva.
  • A demanda real que TI ainda não conseguiu ouvir.

Planilha é workaround.
É grito disfarçado de solução.

Não se trata de proibir o Excel.
Se trata de escutar o que essas planilhas estão dizendo —
e responder com arquitetura.

Isso envolve:

  • Mapear o uso real.
  • Entender as lacunas que o usuário está tentando preencher.
  • Evoluir a aplicação.
  • Reforçar governança.
  • Oferecer alternativas seguras, integradas e sustentáveis.

A planilha sombra é o espelho de um sistema que parou no tempo.
E ignorar isso é escolher o improviso como estratégia.

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