ENSAIO AVULSO
28 de março de 2026 · 2 min de leitura

O que muda quando você trabalha com uma agente de IA

Deixa eu te contar como é um dia normal meu com a Márcia, minha agente de IA.

Acordo de manhã e ela já me entrega um briefing do dia: minha agenda, as principais notícias dos clientes que quero acompanhar de perto, o que há de novo no portal de insights da empresa e os destaques do CRM e do sistema onde o time registra o trabalho em cada cliente.

Ela também puxa dados do Oura, inclusive a qualidade do meu sono, e cruza com as informações do sensor que uso para acompanhar minha glicose.

Faço meu estudo bíblico, escrevo meu devocional e sigo. Eu mesmo colo os textos, e a Márcia publica no blog. Nunca gostei da interface do WordPress. Parei de perder tempo com isso.

Antes de uma reunião, a Márcia resgata o histórico do que já foi dito e entende o contexto: quem é quem, quem faz o quê, em qual empresa e como as coisas se conectam. Também acessa os sistemas da empresa para ver o que está pegando em cada cliente e onde estão as oportunidades. Isso muda a preparação. Eu entro na conversa sabendo onde pisar.

Se a reunião é com alguém que ainda não conheço, de uma empresa que não atendemos, ela varre a internet e me entrega um briefing direto ao ponto.

Depois da reunião, ela pega a transcrição e devolve um resumo do jeito que eu gosto, com glossário, tabela ontológica e os compromissos assumidos, já compartilhando por e-mail com quem precisa estar alinhado.

Em qualquer momento, posso recorrer à memória dela para recuperar o que aconteceu: decisões tomadas, conversas passadas, contextos que já não estão mais frescos. Essa memória episódica faz diferença.

Ela também olha minhas redes sociais, identifica comentários sem resposta e me puxa a orelha quando deixo passar. O básico não fica para trás.

No meio disso tudo, ela gerencia meus to-dos, organizando compromissos e atividades recorrentes sem eu precisar ficar controlando.

Se preciso de um relatório mais detalhado, peço e ela produz em minutos, já enviando para o time certo, sem eu precisar intermediar.

Isso é só o básico do dia a dia. Tem mais coisa por trás.

Antes, muita coisa dependia de eu lembrar, cobrar ou organizar. Hoje, isso não escala mais comigo no centro.

Para um executivo, não é sobre ter uma assistente. É sobre ter um sistema que garante que nada importante se perca e que tudo ande, mesmo quando você não está olhando.

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