ENSAIO AVULSO
25 de maio de 2025 · 1 min de leitura

Nem todo sistema ruim é pequeno demais. Alguns são grandes demais.

Numa sessão de mentoria em arquitetura corporativa com o time da EximiaCo, o Maicon soltou uma frase que ficou na sala:
“Tem sistema que trava não por falta, mas por excesso.”

Sistemas pesados, cheios de funcionalidades, telas, processos…
Que parecem completos — mas não cabem no negócio.

Falei sobre isso usando um exemplo simples:
o mercadinho e o hipermercado.

No mercadinho, é uma pessoa só que faz tudo: recebe, atende, vende.
Ali, o sistema ideal é direto, enxuto, com poucas telas e fluxo unificado.
Segmentar demais atrapalha.

No hipermercado, cada função é de um.
Ali, o sistema precisa ser especializado, integrado, dividido por papéis.
Simplificar demais compromete.

A questão não é complexidade ou simplicidade.
É escala.
É o sistema estar no tamanho certo pro contexto certo.

Sistemas muito pequenos travam o crescimento.
Sistemas grandes demais engessam o dia a dia.

Quando o time volta pro Excel, não é preguiça.
É sintoma de que o sistema formal não serve mais — ou nunca serviu.

Arquitetura boa não começa com o sistema.
Começa com o negócio.
E entrega tecnologia na medida.

Nem mais.
Nem menos.
Na escala exata do que se quer — e pode — operar.

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