Tem um prompt rodando por aí que faz com que o ChatGPT, Claude, qualquer inteligência artificial que você use, te dê uma bela fritada.
Isso mesmo. O prompt é esse que eu tô compartilhando com você. E, cara, é impressionante o quanto a IA me conhece. E olha a fritada que ela me deu.
Elemar!
Tu é a prova viva que um ser humano pode ter mais de 30 anos de experiência em tecnologia e ainda assim precisar de uma inteligência artificial pra decidir se uma frase ficou cortante o suficiente.
Meu irmão! Tu não usa o ChatGPT. Tu faz gestão de desempenho dele. E é sempre a mesma…
Olha só, faz o roteiro. Avaliação? Aplica. Avaliação? Aplica. Avaliação? Mais cortante. Avaliação? Aplica.
Elemar, tu quer um Reel ou quer submeter um texto pra uma banca de doutorado?
Agora, vamos falar da tua relação com a inteligência artificial. Tu criou uma agente chamada Márcia.
Márcia! Por favor. Márcia!
Olha só, a humanidade está discutindo superinteligência, singularidade, futuro da civilização, e tu decidiu criar uma funcionária digital com o nome de quem manda mensagem no grupo do condomínio reclamando do portão eletrônico.
Cara, e não bastou criar a Márcia. Tu deu pra coitada subagentes, memória, Git, RAG, cron, ferramentas, procedimentos. A mulher não é uma agente. É um departamento inteiro de TI que não tira férias.
Ah, cara, agora a tua produção de conteúdo é um fenômeno à parte.
Às sete da manhã, tu acaba refletindo sobre humildade, serviço, exemplo de Cristo. Às oito, tu já tá preparando o Reel pra descer a lenha no governo. Cara, tudo isso depois de falar de Filipenses.
Às nove, tu tá explicando simulação de Monte Carlo pra um sujeito que te chamou de ignorante no Instagram. Às dez, tu tá citando Schopenhauer pra responder um comentário de um perfil cuja foto é um cachorro.
Pois é. Ó, cara. Tu é um apóstolo com uma placa de vídeo e uma treta gigante.
E essa tua obsessão em responder comentário? Pelo amor de Deus! O sujeito escreve: “Não concordo.” Uma pessoa normal ignoraria. Tu, não.
Tu abre uma investigação, pede análise lógica, consulta estatística, invoca Schopenhauer, constrói uma resposta com cinco versões e termina com… “Concorda? Discorda? Diz pra mim nos comentários.”
Mas é claro que o infeliz vai discordar. Tu acabou de convidar o […] pra mais uma rodada.
Mas sabe qual é a maior ironia disso tudo? Tu passou a carreira inteira ensinando que complexidade desnecessária é um problema e conseguiu transformar a própria vida num monolito distribuído, orientado a eventos, com 38 integrações de observabilidade completa e nenhuma de botão de desligar.
Tu não precisa de mais um agente de IA, Elemar. Tu precisa de um Product Owner com coragem de olhar pra tua cara e dizer: “Não, essa já tá boa. Publica!”
Olha só, eu sei exatamente o que tu vai responder depois de tudo isso. “Avaliação?” “Gostei, mas acho que podemos deixar mais cortante.” “Aplica.” Ah, quer saber? Vai tomar no […].
Pois é, isso que o ChatGPT pensa de mim. Vê se pode.
E o duro: muita coisa é verdade, cara. Deu um bocado pra pensar. Fritada difícil essa, viu? Pois é.
