Robôs humanoides ameaçam a raça humana?
Olha só, eu acho que não.
A Olimpíada de robôs que acabou de acontecer lá na China deixou isso bem claro.
No futebol, teve robô tentando chutar a bola e errando a bola. Teve robô cruzando a linha de chegada só para descobrir que correr e parar são dois problemas completamente diferentes. Teve queda, colisão, faísca. Teve robô saindo de maca.
E teve luta de robôs em que um venceu sem fazer praticamente nada. Um foi tentar dar um golpe, errou, caiu e se destruiu sozinho. O outro ainda deu uns socos no ar e acabou comemorando com uma dancinha para lá de esquisita.
Mas, olha, vitória é vitória, né?
Cara, é difícil assistir a esses vídeos e não dar uma risada ou outra.
Só que, por mais engraçado que isso pareça, essas falhas também são parte importante dessa Olimpíada, porque nós costumamos gostar de inovação quando funciona.
A gente admira o produto pronto, aplaude o recorde, comemora o sucesso, mas ninguém vê os perrengues que precisaram ser superados para chegar até ali.
Quando você coloca uma tecnologia nova no limite, descobre onde ela ainda quebra. E cada tombo te dá mais informação sobre onde melhorar.
Agora, tem um fato importante: falhar não produz inovação. Aprender rápido com as falhas, isso sim faz diferença.
E é exatamente nisso que a China tem dado lição.
No ano passado, o recorde da corrida de robôs foi de mais de 20 segundos. Neste ano, 8,64 segundos, mais rápido que Usain Bolt.
No meio de tudo isso, teve muito teste, muito erro e muito robô caindo, das formas mais inusitadas.
Então, pode rir. Eu também ri um bocado. Só toma cuidado para não rir demais, porque eles estão aprendendo. E rápido.
Fail fast, fail often.
Cara, impressionante. Ansioso pelas Olimpíadas do ano que vem.
