Você precisa adaptar seu discurso a quem está ouvindo. Se tentar transmitir uma mensagem sempre da mesma forma, corre o risco de não alcançar ninguém.
Para mim, essa é uma das grandes lições de Atos dos Apóstolos, capítulo 17.
Nesse capítulo, Paulo passa por contextos muito diferentes. Em Tessalônica, fala nas sinagogas com pessoas familiarizadas com as Escrituras e parte dessa tradição para apresentar Cristo. Em Bereia, encontra um público mais receptivo, disposto a ouvir e examinar cuidadosamente aquilo que ele dizia.
Finalmente, Paulo chega a Atenas. E ali o cenário muda completamente.
Diante de filósofos e de uma cultura pagã, ele não poderia simplesmente repetir o mesmo discurso. Então observa a cidade, identifica elementos daquela cultura e parte de algo que seus ouvintes conheciam: o altar dedicado “ao Deus desconhecido”. A partir dali, constrói sua argumentação e chega à mensagem que queria transmitir.
A essência permanece. O formato muda.
Essa é uma competência importante para qualquer pessoa que precise comunicar uma ideia. Conhecer bem uma mensagem não significa apenas saber repeti-la. Significa compreender sua essência o suficiente para conseguir apresentá-la de maneiras diferentes.
Adapte o discurso ao público sem adulterar aquilo que precisa ser dito.
Quem fala exatamente da mesma maneira com todo mundo talvez não esteja realmente falando com ninguém.
