Na vida, a gente deveria ser firme no propósito, mas flexível com o caminho. O porquê é mais importante do que o como.
Para mim, essa é uma das grandes lições de Atos dos Apóstolos, capítulo 13.
É nesse capítulo que começa de forma definitiva a grande jornada missionária de Paulo, ainda apresentado inicialmente como Saulo. É também aqui que Lucas passa a chamá-lo de Paulo. Ao lado de Barnabé, ele parte para levar a mensagem de Cristo para além dos limites em que ela estava concentrada.
E Paulo é um ótimo exemplo de alguém que preserva o propósito enquanto adapta o caminho. Ele começa pelas sinagogas, conversa com diferentes públicos, enfrenta resistência, muda de cidade e segue adiante. As circunstâncias mudam. A estratégia muda. O propósito permanece.
Essa distinção é importante porque a gente perde muito tempo defendendo o como e acaba esquecendo o porquê. Transformamos ferramentas, processos e estratégias em coisas sagradas, quando deveriam estar a serviço de algo maior.
Seja firme no propósito e flexível no caminho.
Quando você sabe por que está fazendo alguma coisa, fica muito mais fácil mudar a maneira de fazê-la sem perder a direção.
