Você viu que o Apple Watch vai começar a escutar e lembrar de tudo que acontece ao seu redor?
Segundo a Bloomberg, a Apple começou a testar recursos de inteligência artificial que conseguem analisar conversas que acontecem próximas ao relógio.
Parece interessante, né? Mas tem um detalhe.
Você pode nunca ter comprado um Apple Watch e mesmo assim ter a conversa analisada pela inteligência artificial do relógio de outra pessoa.
Mas e aí? Quem é que autorizou?
Óculos que enxergam, relógios que escutam, tudo inteligente e tudo ao nosso redor.
Mas e você? Vai fazer o quê? Vai proibir as pessoas de utilizarem óculos ou relógio perto de você?
O fato é, não dá para fingir que a gente vai conseguir impedir esse movimento.
A inteligência artificial está deixando de ser, aos poucos, uma tecnologia que nós acionamos e que passa a participar de tudo que está ao nosso redor.
Agora, isso significa aceitar tudo? Claro que não.
Privacidade continua sendo um direito. A gente precisa discutir limites, transparência e responsabilidade.
Mas também precisamos reconhecer que o mundo está mudando, independente da nossa aprovação. A gente vai precisar conviver com inteligências artificiais que não são nossas.
Porque uma coisa é aceitar que a tecnologia vai avançar, e ela vai avançar. Outra coisa bem diferente é simplesmente admitir qualquer coisa que façam com ela.
Novos tempos exigem novos acordos.
E ó, antes de querer regular Google, Apple, Meta, Microsoft, todo mundo, lembra, tá? Hoje em dia a tecnologia vem por diversas pontas e muitas pontas não estão muito aí para regulação.
E esse é um tema difícil.
Você acha que tem alguma forma de impedir esse movimento? Ou é tudo questão de se adaptar ao inevitável?
Não sei. Eu acho que não tem outra saída além de adaptação. Não é questão de preferência.
