Uma das principais ferramentas da liderança é a persuasão. O líder usa a persuasão para levar as pessoas a fazer aquilo que ele entende que é a coisa certa.
Mas aqui a gente tem um problema.
É aquilo que ele entende que é a coisa certa.
O líder pode estar absolutamente convencido de que sabe qual é o melhor caminho. Mas convicção não é garantia de acerto.
E aí a persuasão pode se tornar eticamente questionável.
A gente tem que tomar cuidado para que a persuasão não se confunda com imposição pela culpa.
Sabe onde eu fico com o coração dividido na leitura da Bíblia?
Em 2 Coríntios, capítulo 8.
E aqui eu estou admitindo o meu incômodo, tá?
Paulo usa muita persuasão para convencer o povo de Corinto a ajudar os judeus que estão passando por dificuldade.
Meu incômodo não é com o objetivo de Paulo. Ajudar aquelas pessoas era algo bom.
Meu incômodo está no método.
Onde termina a persuasão e começa a pressão moral?
Isso fica ainda mais interessante porque Paulo, ao mesmo tempo em que pressiona bastante o argumento, também diz que não está dando uma ordem.
Essa tensão é importante.
Persuadir faz parte da liderança.
Mas o fato de você acreditar que está levando alguém para o lugar certo não autoriza qualquer forma de persuasão.
