8 de setembro de 2026 · 1 min de leitura

Terça-feira. Sete da manhã. 1 Coríntios 1.

Todos nós temos referências. E referências são coisa boa, tá? O problema é quando elas se convertem em identidade.

Porque isso simplifica demais o mundo, sabe?

Você passa a se apresentar, por exemplo, em termos de política, como lulista, bolsonarista, esquerdista, direitista, enfim. Tudo isso pode servir como referência. Mas não é identidade. Não é quem você é. Não pode ser.

Outro ponto importante: a gente vive em tempos em que muita gente confunde capacidade com maturidade. Resultado pode demonstrar capacidade. Não necessariamente maturidade.

E terceiro: muita gente utiliza uma régua simples demais para estabelecer o valor das coisas. Como se aquilo que parece forte ou inteligente fosse necessariamente aquilo que tem mais valor.

Referência não é identidade. Capacidade não é maturidade. E aquilo que parece forte ou inteligente não é necessariamente aquilo que tem mais valor.

E onde que tudo isso fica claro?

Na Primeira Carta aos Coríntios, logo no capítulo 1.

Os coríntios estavam divididos: “eu sou de Paulo”, “eu sou de Apolo”, “eu sou de Cefas”. E Paulo questiona: Cristo está dividido? Percebe? Referências tinham virado identidade.

Depois, Paulo confronta a confiança excessiva na eloquência e na sabedoria humana. E essa crítica me provoca também numa outra direção: a gente confunde facilmente capacidade com maturidade. Resultado pode demonstrar capacidade. Não necessariamente maturidade.

E, finalmente, ele apresenta a cruz. Aquilo que, para muita gente, parecia loucura e fraqueza era justamente onde se manifestavam a sabedoria e o poder de Deus.

Talvez a nossa régua esteja errada.

1 Coríntios 1.

1 Coríntios 1 de 16 capítulos
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