Meu (nem tão) breve histórico com metaprogramação em .NET

Há, muito, muito tempo atrás

Em 2002, conheci o projeto SharpDevelop – uma ousada tentativa de criar, do zero, em .NET, uma IDE para competir com o Visual Studio.

Dentre as particularidades do SharpDevelop estava, na época, seu suporte extremamente amplo a add-ins. Tudo que se via na interface era carregado dinamicamente a partir de arquivos de configuração em XML – ligando, por exemplo, definições de itens de menu a classes carregadas dinamicamente usando reflection.

Gostava tanto da arquitetura e da sofisticação daquele código que comprei um livro, escrito pelos criadores do projeto, que explicava, com algum detalhe, as ideias empregadas.

Naquele mesmo ano, iniciei o desenvolvimento de uma nova versão do Promob – que é mantida como “base” do sistema, até onde sei, ainda hoje – utilizando conceitos que aprendi nesse livro. Para minha felicidade, o produto (Promob) foi extremamente bem sucedido. Por outro lado, reconheço, hoje, que exagerei na dose. Menus, toolbar, painéis, absolutamente tudo é carregado, dinamicamente, a partir de arquivos XML neste sistema também.

Entre gostos e desgostos, já são quase 18 anos vivendo as delícias e os dissabores da flexibilidade e das “dores de cabeça” de usar recursos como reflection. Lembro-me, por exemplo, dos apertos de ter um sistema consumindo mais de 100MB de memória quando o computador padrão dispunha de pouco mais de 64MB de RAM e o Windows XP, sozinho, consumia quase isso.

.. quando os recursos eram escassos

Tentando extrair “leite de pedra”, precisei aprofundar por anos meu entendimento de como .NET funcionava. Aprendi sobre CIL e entendi as vantagens de, eventualmente, gerar código executável de maneira dinâmica. Meu mundo mudou quando encontrei um livro excelente do Simon Robinson explicando conceitos avançados de .NET.

Em 2008, resolvi começar a compartilhar um pouco de minhas lições aprendidas. Comecei a produzir conteúdo sobre CIL e, não muito depois, resolvi compartilhar um projeto que utilizava para facilitar emitting – trata-se do projeto FluentIL.

.. e as demandas eram imensas

Inspirado por um capítulo escrito de Charles Petzold no excelente livro Beautiful Code, ampliei FluentIL para me permitir emitir filtros customizados de imagens dinamicamente.

Compartilhei o código e as ideias em um post em uma “versão antiga” do meu blog – ainda em WordPress – em 2011.

.. aprendi a fazer metaprogramação, em .NET, “na unha”

Sabendo um bocado sobre geração de código e estudando muito ferramentas para geração de binários como Mono.Cecil, resolvi me aventurar modificando a pipeline de compilação do .NET.

Comecei a utilizar os eventos de post build do compilador para disparar a execução executáveis customizados que modificam os assemblies para gerar, automaticamente, suporte a AOP e outras features. Compartilhei, resumidamente, a ideia, também em um blog post.

… meu foco mudou

Desde 2015 não mexo no código do FluentIL. Há ali um bocado do meu estilo de programar em outros tempos. A memória permanece no Github.

.. até que hoje

A Microsoft está introduzindo suporte a metaprogramação em .NET. Compartilhei, em EximiaCo.ms, uma publicação compartilhando a novidade.

Melancólico, viajei no túnel do tempo… Para ser mais preciso, voltei para 2002.

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Elemar Júnior

Sou fundador e CEO da EximiaCo e atuo como tech trusted advisor ajudando diversas empresas a gerar mais resultados através da tecnologia.

Elemar Júnior

Sou fundador e CEO da EximiaCo e atuo como tech trusted advisor ajudando diversas empresas a gerar mais resultados através da tecnologia.

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